PRO na Mídia: Professor da USP coordenará rede mundial de institutos de estudos avançados

O professor do PRO Guilherme Ary Plonski foi eleito coordenador da University-Based Institutes for Advanced Study (UBIAS), rede que congrega 44 institutos de estudos avançados dos cinco continentes. A eleição ocorreu no último encontro de diretores dos institutos da rede, realizado entre os dias 19 e 23 de março no IEA-USP.

Abaixo, um trecho da cobertura feita pela Agência Fapesp sobre a eleição (link para o texto completo: clique aqui).


Guilherme Ary Plonski, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), foi eleito coordenador da University-Based Institutes for Advanced Study (UBIAS), rede que congrega 44 institutos de estudos avançados dos cinco continentes.

A eleição ocorreu durante o quinto encontro de diretores dos institutos da rede (UBIAS Directors’ Meeting), realizado de 19 a 23 de março no IEA-USP. Plonski substituirá Morten Kyndrup, diretor do Aarhus Institute of Advanced Studies, da Dinamarca, que coordenou a UBIAS nos últimos dois anos e presidiu o quinto encontro de diretores.

A escolha de Plonski fará do IEA-USP uma espécie de sede informal da UBIAS durante os dois anos da gestão. A intenção do novo coordenador é reforçar duas diretrizes: a interdisciplinaridade, não apenas como eixo de atuação da própria rede UBIAS, mas também como recomendação para as universidades que sediam os respectivos institutos; e o diálogo com a sociedade envolvente.

Esse binômio já vinha norteando fortemente as atividades do IEA-USP, como se verificou no dia 27 de março, no evento de posse de Eliana Sousa Silva como titular da Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.

Silva é fundadora e diretora da Associação Redes de Desenvolvimento da Maré, que busca oferecer aos jovens do complexo de favelas do Rio de Janeiro a oportunidade de acesso à universidade e desenvolve mais de 20 projetos de arte, cultura e educação. Em uma solenidade na qual homenageou a memória de Marielle Franco, da qual era amiga e colaboradora, ela assumiu a cátedra resultante de parceria entre o IEA-USP e o Itaú Cultural.

“Não se trata de uma via de mão única, de levar para a sociedade maior o conhecimento que produzimos na universidade, mas de estabelecer um diálogo mais horizontal e mais simétrico entre os saberes acadêmicos e os saberes das comunidades”, disse Plonski à Agência FAPESP.

“Em termos de resiliência, de sobrevivência em condições difíceis, a universidade tem muito a aprender com as comunidades das periferias. E este é apenas um exemplo. Há muitos outros”, disse.

Como explicou o novo coordenador, a palavra “avançados” nos nomes desses institutos tem várias nuanças. Uma é a de se voltar para temas de fronteira do conhecimento e até para temas totalmente novos, ainda não cobertos pelas instituições mais tradicionais de ensino e pesquisa das universidades. Outra é a interdisciplinaridade, da interação muito ágil e intensa entre especialistas de diferentes áreas do conhecimento. Outra ainda, a abertura rumo à sociedade maior.