Engenheiro define carreira até 3 anos após o primeiro emprego

É muito difícil o profissional formado em engenharia mudar de carreira após escolher a sua área de atuação, e a definição dessa trajetória ocorre até três anos após o primeiro emprego. Além disso, as mudanças frequentes na economia brasileira são prejudiciais para a escolha de carreira no vestibular e no mercado de trabalho.

A análise consta em pesquisa do economista Bruno César Araújo que estudou as trajetórias ocupacionais de 9.041 jovens engenheiros do mercado de trabalho formal no Brasil entre 2003 e 2012. Ele também comparou essas escolhas com as feitas por geração anterior de 5.045 engenheiros, formados entre 1995 e 2002, e verificou a trajetória de carreira dessa geração nos anos 2000.

Os resultados constam da tese de doutorado apresentada na Escola Politécnica (Poli) da USP, em fevereiro, com orientação do professor Mario Sergio Salerno. Entender as escolhas profissionais dos engenheiros ajuda a desmistificar a suposta falta de engenheiros no Brasil.

“Em 2010, havia um certo temor de que poderia faltar mão de obra qualificada no Brasil para sustentar o crescimento econômico. Existia essa discussão no governo e na sociedade, principalmente sobre profissionais na área de engenharia”, conta Bruno que é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em artigo publicado em 2014, na Revista Novos Estudos, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), pesquisadores do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) Observatório da Inovação (OIC), sediado no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, e do Ipea, mostram que, na verdade, no mercado de trabalho há um hiato geracional, devido à lacuna na formação de engenheiros décadas atrás.

“Por meio do censo do IBGE descobrimos que, nos anos de 1980 e 1990, caiu o número de formandos em engenharia, mas depois voltou a crescer. É o que chamamos de ‘gap’ de formação. Hoje, eles seriam considerados os engenheiros seniores, capazes de gerenciar e liderar projetos, mas há poucos profissionais no mercado com esse perfil”, disse Salerno em entrevista anterior.

Neste novo estudo, os pesquisadores buscaram determinar as áreas que os jovens engenheiros escolhem para trabalhar ao longo dos anos. “O engenheiro não é um profissional com ligação direta entre a formação e o exercício da profissão, ele tem a possibilidade de exercer ocupações fora das carreiras típicas de engenharia”, lembra o economista. Essas carreiras típicas seriam: engenheiro civil, elétrico, mecânico, aeronáutico, etc.

Texto extraído do site da Agência USP de Notícias. Para reportagem completa, clique aqui. 

Tese defendida no PPGEP é vencedora do Prêmio MundoPM 2015

PrêmioPM_Mauro_originalA Profa. Dra. Marly Monteiro e o ex-aluno do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Poli-USP, Mauro Martens, foram anunciados vencedores do Prêmio MundoPM 2015. A tese defendida por Mauro, intitulada “Sustentabilidade em gestão de projetos e sua relação com sucesso em projetos: proposição de um modelo teórico e empírico”, foi selecionada como o melhor trabalho na categoria “Projeto Acadêmico”.

Em segundo lugar, ficou a monografia do aluno Keizo Dan Fukuyama, “Barreiras à comunicação e suas influências no desempenho de projeto”. O trabalho foi desenvolvido no curso de especialização de “Gestão de Projetos”, realizado pela Fundação Vanzolini em convênio com a Universidade de São Paulo.

O prêmio busca valorizar iniciativas acadêmicas de destaque para a comunidade de gerenciamento de projetos. Os trabalhos finalistas foram apresentados no 14º Seminário Internacional de Gerenciamento de Projetos, no dia 10 de novembro. O anúncio do melhor trabalho foi realizado dia 12 de novembro, no IV Simpósio Internacional de Gestão de Projetos, Inovação e Sustentabilidade (IV SINGEP).

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